Entrevista com o Trio Nordestino
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Entrevista com o Trio Nordestino

Com 59 anos de história, mais de 50 discos produzidos e algumas formações nessas quase seis décadas, a banda Trio Nordestino volta os olhares para a Bahia, onde tudo começou no fim dos anos de 1950. Salvador foi escolhida para ser a primeira cidade onde o grupo fará uma espécie de ensaio para a turnê que percorrerá o Brasil no ano de 2018. Atualmente, todos os componentes da banda têm uma ligação com o Lindu, fundador do trio e vocalista da primeira formação, morto na década de 1980. Um dos seus filhos, o Luiz Mário – que é a cara dele – é o atual cantor e tocador de triângulo do conjunto que ganhou o reforço de instrumentos de sopro, além de bateria, guitarra e percussão. Em entrevista exclusiva ao portal São João na Bahia, ele conta os planos para as comemorações dos 60 anos. Confira!

São João na Bahia – Passado o período do São João, o Trio Nordestino volta-se para a comemoração dos 60 anos de fundação do grupo. Quem são os atuais componentes e qual a relação deles com os músicos da primeira formação?

Luiz Mário – Com o fim dos festejos (juninos), demos o pontapé inicial para as comemorações dos 60 anos do Trio. Hoje a banda é  composta por Beto Sousa (sanfoneiro) que é afilhado de Lindú, cantor e sanfoneiro da primeira formação;  Jonas Santana (zabumbeiro), baiano de Entre Rios que é a terra de Lindú e por mim, Luiz Mario (voz e triangulo) que sou filho de Lindú.

São João na Bahia – Quantos discos o trio lançou ao longo desses 60 anos e quais os álbuns que mais se destacaram?

Luiz Mário – Entre coletâneas e discos de carreira foram em torno de 50 obras, dentre essas se destacaram: Forró Pesado (1975),Pau de arara é a vovozinha (1964),Corte o bolo (1980) e Baú do Trio Nordestino 2003.

São João na Bahia -Em uma época de modernidade e de músicas descartáveis, qual a estratégia do grupo para atrair os fãs mais jovens?

Luiz Mário – É manter a nossa originalidade respeitando sempre a tradição do forró pé de serra,nosso compromisso é mostrar aos mais jovens de onde veio o forró,quem são os verdadeiros precursores desse movimento que eles hoje admiram em forma de outro ritmo que dizem que é forró.

São João na Bahia -Como será essa comemoração pelos 60 anos do trio?

Luiz Mário – Neste show do Coliseu daremos início às comemorações dos 60 anos do Trio a serem completados em 5 de maio de 2018. Estamos preparando muita coisa para o próximo ano,  incluindo shows comemorativos a essa data marcante pra nossa carreira.

São João na Bahia – Hoje a banda está baseada no Rio, mas o álbum atual chama-se Trio Nordestino Canta o Nordeste. Como está a relação do grupo com o Nordeste de fato?

Luiz Mário – A melhor de todas. Nós moramos no Rio de Janeiro, mas nossa história está aqui no Nordeste. Se hoje somos uma banda de alcance nacional, agradecemos ao povo nordestino que sempre nos tratou e nos trata com muito carinho e admiração comparecendo aos nossos shows,nos acompanhando pela internet.  Isso é muito gratificante pra nós.

São João na Bahia -Além dos três músicos principais, quantos profissionais fazem parte da banda?

Luiz Mário – Nossa banda é composta por um percussionista,baixista,baterista,guitarrista,flautista,2 backing vocals.

São João na Bahia – O álbum Encontro com o Trio Nordestino impulsionou a carreira de Adelmário Coelho. Vocês pretendem fazer um show ou lançar um disco com os grandes sucessos do grupo?

Luiz Mário – Na verdade nosso show já é uma releitura dos nossos sucessos,uma verdadeira viagem ao passado e ainda estamos trabalhando em cima de um projeto para o próximo ano que com certeza terão gravações de antigos sucessos.

São João na Bahia – O que vocês pretendem apresentar no show do Coliseu do Forró no próximo dia 15?

Luiz Mário – Esse show será uma festa maravilhosa em que convidamos alguns artistas e amigos pra comemorar conosco essa nova fase que se inicia.  Faremos um show com algumas musicas do CD novo e os maiores sucessos.

Fotos: Yago Macedo