Do tradicional ao gourmet, licor incrementa empreendedorismo familiar no São João
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Do tradicional ao gourmet, licor incrementa empreendedorismo familiar no São João

Produtores caseiros na Bahia fazem fama e criam impérios com a bebida mais famosa dos festejos juninos

Gabriel Carvalho / contato@saojoaonabahia.com.br

O que começou como uma pequena ação de marketing, ainda no início do século passado, embora o termo ainda fosse desconhecido na Bahia, é hoje um dos maiores exemplos do empreendedorismo familiar no Estado. A tradição de fabricar licores na Família Pinto, em Cachoeira, município a 110 km de Salvador, já está na terceira geração e é o principal meio de sustento dos nove herdeiros do mestre licorzeiro Roque, que morreu em 2013, mas deixou uma espécie de grife da bebida feita com aguardente, extrato de frutas e, que em alguns casos, leva leite condensado.

“Tudo começou com o pai dele, o senhor Francisco Pinto, que comercializava charutos e dava licores como brinde em forma de agradecimento aos clientes. Isso já tem mais de cem anos”, contou Sida, mulher de um dos filhos de Roque.

A fábrica dirigida por ela conta com 60 funcionários temporários, por conta da demanda junina. Eles ajudam a produzir milhares de litros da bebida, cuja unidade é vendida por preços que variam de R$ 9 e R$ 10, cada. Orgulhosa do pequeno império, ela conta que são 24 opções de sabores e os mais populares são os de jenipapo e maracujá cremoso. “Desde o ano passado há uma febre aqui que é o “pitorula”, que é uma adaptação da amarula” à base de cacau e leite condensado, disse a empresária, que informou também o valor da garrafa: R$ 22.

Mas não é só o licor de Roque Pinto que tem fama em Cachoeira. A cidade, famosa por seu conjunto arquitetônico e patrimônio imaterial de suas manifestações culturais e religiosas, possui pelo menos outras dez fábricas de pequeno e grande portes.

Dentre as grandes,  destaca-se o Arraiá do Quiabo, de propriedade de Antonio Conceição, conhecido como Tonho Quiabo. Um pouco mais afastada do Centro Histórico, a unidade funciona há 23 anos e produz cerca de 5 mil litros da bebida por dia, quantidade que é intensificada no período que precede os festejos juninos. De acordo com o proprietário, são 50 funcionários e a maioria das encomendas feitas vem de Salvador, Candeias, Camaçari e Feira de Santana.

Tem licor para todos os gostos e bolsos: dos mais simples aos mais refinados (Foto: Divulgação)

Tonho Quiabo trabalha com 21 sabores entre tradicionais como jenipapo, passas, menta e acerola , bem como opções de cremosos como chocolate, maracujá e café. “A maioria dos licores fica armazenada por até oito meses em barris de vinhático e esse é um dos nossos segredos. Os preços variam de R$ 8,50 e R$ 10,00”, disse o empresário que admite haver uma dificuldade de ter produtos para a pronta entrega durante o mês de junho.

Ainda que não seja o aperitivo mais vendido, uma vez que a sua produção e distribuição não chegam nem de longe às de uma cervejaria de pequeno porte, o licor tem presença garantida nas casas e também nos eventos forrozeiros seja com sabores tradicionais ou mais rebuscados.

Perto de Cachoeira, também no Recôncavo, na pequena São Sebastião do Passé, a 51km da capital, está Fátima Portugal, conhecida como Tia Fátima, que também guarda a fama de grande licorzeira. Com uma vasta opção no que se refere aos sabores em sua dispensa, ela comercializa centenas de garrafas no período junino.

Um pouco mais longe da capital, em Seabra, que está a 500km de distância, tem o licor de dona Daia, cujo nome de batismo é Geraldina Miranda. A pequena comerciante, que prepara as bebidas há 20 anos e inicia a produção anual no mês de janeiro. Como carro-chefe,  ela cita o licor de jenipapo, mas destaca ainda sabores como cambuí, vinagreira, carambola, cajá, menta, abacaxi e os cremosos como chocolate, graviola e mousse de maracujá.

Em Amargosa, um dos mais famosos é o licor do Edvaldo, do Bar Santa Rita. A filha dele, Márcia Silva, conta que um dos segredos é deixar o jenipapo em fusão de um ano para o outro. Outros sabores imperdíveis, segundo ela, sãos os de cacau e tamarindo.

O Licor do Sertão, em Euclides da Cunha; o de Fátima de Itajuípe, o Licor do Chef, em Serrinha, o de Lídia, em Caem; Tio Chico, em Madre de Deus e o Licor da cidade de Jacobina, no lado Norte da Chapada Diamantina também são bastante famosos nas redes sociais.

Em Salvador, diversos mercados de bairro e também de grandes redes comercializam a bebida que tem a cara do São João. Outros  lugares para encontrar o produto são o Mercado do Rio Vermelho (Ceasa)  e a Feira de São Joaquim, além de supermercados.

Licores gourmet se tornam tendência e viram opções de presente
Uma das novidades no mercado é a venda de licores com embalagens mais rebuscadas. O chamado licor gourmet tem conquistado adeptos em todo o País e possui até um site especializado. Criada pela designer de produtos, Geórgia Nunes, 28 anos, a Dagmar Licores é uma loja online que comercializa a bebida para todo o Brasil. “A ideia de fazer licor surgiu há dez anos, após um curso que fiz em Tucano – município localizado no Norte da Bahia, a 266km de Salvador. Depois disso, foquei o trabalho no desenvolvimento de rótulos e embalagens e atualmente a minha mãe é quem toca o negócio e dá nome à nossa marca”, explica a empresária que mantém o site de vendas a cinco anos.

Chef Bruno Guimma prepara receitas de licor gourmet há dois anos (Foto: Divulgação)

Na vitrine virtual, disponível no site www.dagmarlicores.com.br, tem as minigarrafas, que custam R$ 10 e também os litros mais sofisticados que chegam a custar R$ 40, os chamados licores gourmet. Geórgia não informou a quantidade produzida, mas afirma que há uma grande demanda no período junino. “Vendemos muito o de jenipapo, mas as opções mais rebuscadas ajudam a quebrar a sazonalidade”,disse.

Sabores pouco consumidos ou até mesmo desconhecidos do grande público também tem conquistado uma grande clientela entre os apaixonados por licor. Carambola, morango, pera e maçã são algumas opções disponíveis no portfólio do chef Bruno Guimma, que há dois anos prepara algumas receitas do seu licor gourmet. “Também produzimos os com sabores mais tradicionais a exemplo de jenipapo, passas e maracujá. No entanto, os licores cremosos fazem muito sucesso, principalmente entre as mulheres.

Além dos sabores e da receita, os preços também são diferenciados e a garrafa da bebida chega a custar R$ 25,00. Ano passado, o chef comercializou mais de 500 litros da bebida, número que deve crescer este ano. O número do que é produzido ele disse que só terá após o fim dos festejos juninos.

Veja a lista dos licores mais famosos da Bahia e contatos de onde comprá-los

Arraiá do Quiabo – 75 3425-4007

Licor do Roque Pinto – 75 3425-1537

Daia – 75 99846-6568

Tia Fátima – 71 99653-1583

Edvaldo – 75 99198-1736

Licor do Sertão (Euclides da Cunha) – 75 3271-2498

Licor de Jacobina 74 99115-3070

Fátima de Itajuípe – 73 98135-1250

Tio Chico – 71 99115-5157 e 71 98623-3778

Gabriel Carvalho / contato@saojoaonabahia.com.br
O que começou como uma pequena ação de marketing, ainda no início do século passado, embora o termo ainda fosse desconhecido na Bahia, é hoje um dos maiores exemplos do empreendedorismo familiar no Estado. A tradição de fabricar licores na Família Pinto, em Cachoeira, município a 110 km de Salvador, já está na terceira geração e é o principal meio de sustento dos nove herdeiros do mestre licorzeiro Roque, que morreu em 2013, mas deixou uma espécie de grife da bebida feita com aguardente, extrato de frutas e, que em alguns casos, leva leite condensado.

“Tudo começou com o pai dele, o senhor Francisco Pinto, que comercializava charutos e dava licores como brinde em forma de agradecimento aos clientes. Isso já tem mais de cem anos”, contou Sida, mulher de um dos filhos de Roque.

A fábrica dirigida por ela conta com 60 funcionários temporários, por conta da demanda junina. Eles ajudam a produzir milhares de litros da bebida, cuja unidade é vendida por preços que variam de R$ 9 e R$ 10, cada. Orgulhosa do pequeno império, ela conta que são 24 opções de sabores e os mais populares são os de jenipapo e maracujá cremoso. “Desde o ano passado há uma febre aqui que é o “pitorula”, que é uma adaptação da amarula” à base de cacau e leite condensado, disse a empresária, que informou também o valor da garrafa: R$ 22.

Mas não é só o licor de Roque Pinto que tem fama em Cachoeira. A cidade, famosa por seu conjunto arquitetônico e patrimônio imaterial de suas manifestações culturais e religiosas, possui pelo menos outras dez fábricas de pequeno e grande portes.

Dentre as grandes,  destaca-se o Arraiá do Quiabo, de propriedade de Antonio Conceição, conhecido como Tonho Quiabo. Um pouco mais afastada do Centro Histórico, a unidade funciona há 23 anos e produz cerca de 5 mil litros da bebida por dia, quantidade que é intensificada no período que precede os festejos juninos. De acordo com o proprietário, são 50 funcionários e a maioria das encomendas feitas vem de Salvador, Candeias, Camaçari e Feira de Santana.

Tem licor para todos os gostos e bolsos: dos mais simples aos mais refinados (Foto: Divulgação)

Tonho Quiabo trabalha com 21 sabores entre tradicionais como jenipapo, passas, menta e acerola , bem como opções de cremosos como chocolate, maracujá e café. “A maioria dos licores fica armazenada por até oito meses em barris de vinhático e esse é um dos nossos segredos. Os preços variam de R$ 8,50 e R$ 10,00”, disse o empresário que admite haver uma dificuldade de ter produtos para a pronta entrega durante o mês de junho.

Ainda que não seja o aperitivo mais vendido, uma vez que a sua produção e distribuição não chegam nem de longe às de uma cervejaria de pequeno porte, o licor tem presença garantida nas casas e também nos eventos forrozeiros seja com sabores tradicionais ou mais rebuscados.

Perto de Cachoeira, também no Recôncavo, na pequena São Sebastião do Passé, a 51km da capital, está Fátima Portugal, conhecida como Tia Fátima, que também guarda a fama de grande licorzeira. Com uma vasta opção no que se refere aos sabores em sua dispensa, ela comercializa centenas de garrafas no período junino.

Um pouco mais longe da capital, em Seabra, que está a 500km de distância, tem o licor de dona Daia, cujo nome de batismo é Geraldina Miranda. A pequena comerciante, que prepara as bebidas há 20 anos e inicia a produção anual no mês de janeiro. Como carro-chefe,  ela cita o licor de jenipapo, mas destaca ainda sabores como cambuí, vinagreira, carambola, cajá, menta, abacaxi e os cremosos como chocolate, graviola e mousse de maracujá.

Em Amargosa, um dos mais famosos é o licor do Edvaldo, do Bar Santa Rita. A filha dele, Márcia Silva, conta que um dos segredos é deixar o jenipapo em fusão de um ano para o outro. Outros sabores imperdíveis, segundo ela, sãos os de cacau e tamarindo.

O Licor do Sertão, em Euclides da Cunha; o de Fátima de Itajuípe, o Licor do Chef, em Serrinha, o de Lídia, em Caem; Tio Chico, em Madre de Deus e o Licor da cidade de Jacobina, no lado Norte da Chapada Diamantina também são bastante famosos nas redes sociais.

Em Salvador, diversos mercados de bairro e também de grandes redes comercializam a bebida que tem a cara do São João. Outros  lugares para encontrar o produto são o Mercado do Rio Vermelho (Ceasa)  e a Feira de São Joaquim, além de supermercados.

Licores gourmet se tornam tendência e viram opções de presente
Uma das novidades no mercado é a venda de licores com embalagens mais rebuscadas. O chamado licor gourmet tem conquistado adeptos em todo o País e possui até um site especializado. Criada pela designer de produtos, Geórgia Nunes, 28 anos, a Dagmar Licores é uma loja online que comercializa a bebida para todo o Brasil. “A ideia de fazer licor surgiu há dez anos, após um curso que fiz em Tucano – município localizado no Norte da Bahia, a 266km de Salvador. Depois disso, foquei o trabalho no desenvolvimento de rótulos e embalagens e atualmente a minha mãe é quem toca o negócio e dá nome à nossa marca”, explica a empresária que mantém o site de vendas a cinco anos.

Chef Bruno Guimma prepara receitas de licor gourmet há dois anos (Foto: Divulgação)

Na vitrine virtual, disponível no site www.dagmarlicores.com.br, tem as minigarrafas, que custam R$ 10 e também os litros mais sofisticados que chegam a custar R$ 40, os chamados licores gourmet. Geórgia não informou a quantidade produzida, mas afirma que há uma grande demanda no período junino. “Vendemos muito o de jenipapo, mas as opções mais rebuscadas ajudam a quebrar a sazonalidade”,disse.

Sabores pouco consumidos ou até mesmo desconhecidos do grande público também tem conquistado uma grande clientela entre os apaixonados por licor. Carambola, morango, pera e maçã são algumas opções disponíveis no portfólio do chef Bruno Guimma, que há dois anos prepara algumas receitas do seu licor gourmet. “Também produzimos os com sabores mais tradicionais a exemplo de jenipapo, passas e maracujá. No entanto, os licores cremosos fazem muito sucesso, principalmente entre as mulheres.

Além dos sabores e da receita, os preços também são diferenciados e a garrafa da bebida chega a custar R$ 25,00. Ano passado, o chef comercializou mais de 500 litros da bebida, número que deve crescer este ano. O número do que é produzido ele disse que só terá após o fim dos festejos juninos.

Veja a lista dos licores mais famosos da Bahia e contatos de onde comprá-los

Arraiá do Quiabo – 75 3425-4007

Licor do Roque Pinto – 75 3425-1537

Daia – 75 99846-6568

Tia Fátima – 71 99653-1583

Edvaldo – 75 99198-1736

Licor do Sertão (Euclides da Cunha) – 75 3271-2498

Licor de Jacobina 74 99115-3070

Fátima de Itajuípe – 73 98135-1250

Tio Chico – 71 99115-5157 e 71 98623-3778