
Localizada a pouco mais de 400 quilômetros de Salvador, Mucugê , na Chapada Diamantina, é capaz de promover um fenômeno musical no mínimo magico. Lá, entre os dias 8 e 11 de outubro, nomes consagrados da música forrozeira como Targino Gondim, Flavio José, Santanna, o Cantador e Trio Forrozão se misturaram a artistas emergentes como Sebastian Silva, Renan Mendes, Marquinhos Café e Gel Barbosa, passando por promessas como o Trio Forró Mais Eu e Thaise Lanuzza, além de sanfoneiros e cantores iniciantes e até amadores.
É nesse clima que a cidade se consolida como uma espécie de Meca da Sanfona, Zabumba e Triângulo e reúne os amantes do forró durante quatro dias, de forma oficial, e pelo menos uma semana de maneira mais informal.
Anfitrião da festa e idealizador do evento, Targino Gondim, atribuiu a realização do evento à paixão pela música e à relação que construiu com Mucugê. Segundo ele, a iniciativa nasceu da vontade de promover o forró em um ambiente que valorizasse tanto a tradição musical quanto as características culturais e turísticas do município.
Muito mais que uma foto aérea de drone
Diferente dos eventos que estamos acostumados a ver, sobretudo o São João, onde os prefeitos justificam a contratação de artistas de ritmos diversos para que a praça fique lotada, Mucugê, em seu festival de forró, tem suas pousadas com reservas esgotadas, bares e restaurantes operando com lotação máxima e recorde de contratações temporárias nos seus estabelecimentos.
Conceitual, o evento mistura cultura, entretenimento, lazer e educação musical, pois paralelamente às apresentações musicais programadas e espontâneas, ocorrem aulas e oficinas de sanfona para quem nada sabe sobre o instrumento e também para aqueles que já tocam os primeiros acordes.
A prefeita do município, Ana Medrado, comemora: “a gente tem um calendário turístico bem organizado e o festival de forró já se consolidou e contribui muito para a economia local”, disse.
*Artistas aprovam*- Santanna, o Cantador disse que a apropriação do forró por gerações de jovens atestam o sucesso da iniciativa. Ele também elogiou as aulas de sanfona para as crianças e foi taxativo: nem tudo está perdido”.
Perguntado sobre qual recado deixaria para os jovens, ele respondeu: “não existe nada mais moderno que a verdade. A música feita sib inspiração não tem prazo de validade. Ela fica pra sempre”, finalizou.
Flávio José disse que ficou emocionado: “as pessoas invadem a cidade para ver a cultura nordestina. Eu fico feliz, pois estou vendo muitos jovens curtindo o nosso trabalho e tendo uma garotada bacana fazendo música. Eu vi um menino de seis, sete anos e me vi nele”.
