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Em carta a Jerônimo, espadeiros de Bonfim pedem apoio para regulamentar tradicional “guerra de espadas“

 

A Associação Cultural dos Espadeiros de Senhor do Bonfim (ACESB) divulgou, nesta quarta-feira (25), uma carta aberta ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, em que manifesta repúdio à atuação policial durante o período junino na cidade. O documento faz referência à operação realizada no dia 23 de junho, que, segundo a entidade, gerou um “cenário de tensão e repressão incompatível com a essência de nossa tradição cultural”.

 

 

Embora reconheça que a ação evitou confrontos e o uso de armamentos não letais, a ACESB considera que o número de viaturas e o efetivo mobilizado foi desproporcional, superando inclusive o que se vê em operações contra o crime organizado. A associação também critica os altos custos da operação, em contraste com áreas da segurança pública que enfrentam carência de investimentos.

 

 

Na carta, a ACESB também volta a questionar o enquadramento legal das espadas como artefatos explosivos, o que, segundo a entidade, tem levado jovens ao sistema penitenciário “por motivos que não condizem com a natureza daquilo que defendemos”. Em 2025, quatro jovens foram presos por envolvimento com a manifestação.

 

 

Apesar da repressão, a associação destaca o comportamento pacífico dos espadeiros e reafirma o compromisso com o diálogo. Segundo o presidente da ACESB, Alexsandro Barbosa, a entidade tem mantido conversas com o Ministério Público, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, além da Prefeitura e da Câmara Municipal, em busca de uma regulamentação legal e segura para a prática da tradicional Guerra de Espadas.

 

 

A ACESB informa ainda que firmou um Termo de Cooperação Técnica com grandes fabricantes de fogos de artifício do país, com o objetivo de atender às exigências do Exército Brasileiro quanto à segurança da fabricação. O trabalho da associação também foi recentemente reconhecido pelas Leis nº 1.806/2025 (Municipal) e nº 14.919/2025 (Estadual), que conferem à entidade o título de utilidade pública.

 

 

No apelo ao governador Jerônimo Rodrigues, a ACESB pede o apoio da Secretaria de Segurança Pública, da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, da Secretaria de Cultura e de outros órgãos do Estado para a criação de um projeto-piloto de regulamentação da prática. A proposta inclui a definição de locais apropriados, critérios técnicos e garantias de segurança para o público e para o patrimônio.

 

 

A associação encerra a carta reforçando que não busca confronto, mas sim a valorização de uma expressão cultural centenária, com responsabilidade, respeito e paz.

 

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