
Em apresentação no Pelourinho, nesta sexta-feira (19), em Salvador, o cantor e sanfoneiro Mestrinho exaltou o forró como patrimônio indestrutível da cultura brasileira.
Em declaração após o show, o músico afirmou que o São João perderia sua essência sem o legado de Luiz Gonzaga, a quem definiu como o pioneiro que estabeleceu o forró como gênero fundamental da cultura regional.
Segundo Mestrinho, embora o forró atravesse ciclos de oscilação, o ritmo demonstra uma capacidade singular de resistência e renovação. O artista relembrou os desafios enfrentados pelo ritmo ao longo das décadas, como a concorrência com o rock’n’roll e a ascensão de outros gêneros populares.
A resiliência, disse o artista, está nos nomes que mantiveram o forró vivo. Além de Gonzaga, citou a sofisticação urbana de Dominguinhos e a revitalização trazida por grupos como o Falamansa, exemplos de como o ritmo se reinventa continuamente diante de novos movimentos musicais.
Para o sanfoneiro, essa longevidade está ligada ao caráter coletivo do gênero: “A música, sendo uma manifestação democrática, não deve ser monopolizada; sua força reside justamente na pluralidade e na capacidade de pertencer a todos”.
Foto: Edgar de Souza
